terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O mercado não é preguiçoso

Se o governo imprime moeda, por que não emite milhões de dinheiro para pagar as suas dívidas? Talvez seja uma das dúvidas mais difíceis do mundo econômico. Talvez seja uma dúvida que ninguém tem ou ninguém se pergunta, por que isto não é interessante.

Não é interessante por que consciência política é delegada aos congressistas lá de Brasília. O que ocorre? Corrupção sem parar! Entretanto, o texto aqui é mais sobre Economia, evitando misturar tanto com política.

A dúvida tem resposta difícil por que a Economia já foi construída e faz parte do sistema orgânico do mundo. Quer dizer que se tornou parte de nós, humanos, causando uma cegueira pedagógica.

Mas vamos tentar clarear as coisas. A resposta mais simples para a dúvida sobre a emissão de moeda para benefício próprio é: Dinheiro é puramente a representação da produção.

O dinheiro é a representação do valor do produto fabricado. O dinheiro é a representação do serviço prestado. O dinheiro é a representação do dízimo democrático; os tributos impostos pelo governo. E há muitas outras representações econômicas do dinheiro, como o lucro. Dinheiro é o valor de alguma coisa real.

A fabricação de dinheiro ou simplesmente a sua representação virtual bancária (assunto para outra postagem) serve para representar exatamente o valor do total de bens produzidos, serviços prestados e o saldo da balança comercial.

O montante de dinheiro emitido não pode passar disso.

Se passar, ou seja, se o governo emitir dinheiro além do valor das coisas produzidas, haverá excesso de dinheiro no mercado. Excesso no sentido de que o dinheiro existente é maior do que o valor das coisas. Muito dinheiro circulando tem um forte significado: INFLAÇÃO.
...continua.